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segunda-feira, 1 de novembro de 2010


Meus olhos reclamam tua falta

Quando não estas comigo

Queres me ver triste?

Priva-me de seus abraços

Coração queria um pouco de carinho

Não Vão

Não mendigado

Não esmigalhado

Abatido e acometido de total desilusão

Se não tenho você comigo

Queres ver uma lagrima rolar do meu rosto?

Mais um fim de semana desperdiçado

Olhos postos na televisão

Você inunda meu pensamento

Caia tarde como sempre de onde nem se sabe

Onde andas você. Telefono mas sinto o teu desligar...

Quando você diz que me quer


Meu coração chora de dúvidas


Se realmente quer porque não fica comigo?

Apenas um desejo de ficar em paz com você

Graciano David

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dias de ensaio


A azul neblina acima de nossas cabeças

Que muda de uma hora pra outra passa ser cinza cromo

O violeta das fores no jardim com o zumbido das abelhas

A cor do infinito... O alem... O arco Iris

Enquanto dormimos as estrelas rearranjam suas posições

Outro dia parece ter chovido no molhado, em colores

Pedra sabão, afeto, cinema, televisão

Beijo, sorrisos, flores, plural oculto visível, amostra grátis,

Preto e branco, mega pixels

A cor de tragédia em dias de ensaio

Graciano David

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010


Cai à noite acordo de um sonho bom,

Fecho a porta abro os olhos perdido na realidade.

Entre os sonhos, era uma vez...

Mais uma vez foi um sonho que vocês não vão saber

Não vão querer saber, fico a olhar a lua a tristeza se reflete no olhar

Não tenho qualquer certeza. E na noite vou viajar fico preso nos pensamentos.

Especializei em ser ninguém, em ser invisível e sinto to peso do existir

As nuvens escondem a lua o mau tempo esconde o sol

Atrás do olhar esconde tristeza e solidão

Como o sol e a lua que vivem só

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Salve Salve Terráqueos!!! Quem gosta de quadrinhos deve conhecer o Celton.


Celton è o personagem dos quadrinhos mais famoso de Belo Horizonte, criada, desenhada e produzida por Lacarmélio Alfeo de Araújo um quadrinista que divulga e comercializa seu trabalho nas ruas de Belo Horizonte desde 1998, as pessoas o chamam de Celton, trocam o nome dele pelo personagem. Lacarmélio è uma lenda e uma personalidade em BH, já recebeu varias condecorações de Belo Horizonte.



Lacarmélio e homenageado por alguns artistas, John Ulhoa da banda “Pato Fu” faz questão de dize que a musica “Deus’ è em homenagem a Lacarmélio e recentemente também a banda “Paralaxe” tem uma musica chamada “Li no Linux o Celton” que e ótima



Seu personagem Celton è uma espécie de ant-herói suas aventuras passam pela cidade de BH e região metropolitana, adiciona algumas lendas regionais como o: Capeta do Vilarinho, a Loira do Bonfim e outros temas atuais incorporam os roteiros de Celton .

Lacarmélio è visto freqüentemente pelos sinais da cidade som sua placa amarela e um terno, e as vezes fantasiado, ele e um batalhador de mão cheia com seu trabalho informal ele vive com os frutos do trabalho rico em detalhes e sempre bem humorados.


Celton com suas aventuras da espaço ao verdadeiro herói nessa historia, um exemplo de persistência e batalha Lacarmélio um verdadeiro herói

Vídeo com a banda "pau fu" musica em homenagem a Celton


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Palavras de Amor

Nelson Coelho
A mão saindo do bolso com o lenço trouxe junto um punhado de palavras soltas que ao cair esparramaram-se pelo chão.
Esse não era o propósito do dono da mão que apenas queria tirar o lenço para limpar as lentes dos óculos. Foi uma cena muito constrangedora. Porque o amigo naquele momento voltando da caixa onde fora comprar fichas para o café acabou vendo as palavras caindo no chão. O dono delas e da mão que as derrubou de maneira tão desastrosa em lugar e hora inoportunas ficou vermelho de vergonha. Alem do amigo mais gente viu aquilo. E ajudaram apanhar as palavras do chão espalhadas por todos os cantos do bar como contas de um colar que se parte. Algumas voltaram quebradas em duas ou mais letras pela queda e trituradas sob os pés descuidados dos fregueses. Eram palavras de amor . Desse tipo de amor que a gente só expressa com palavras quando se encontra no ponto mais alto da paixão. Ele, o dono dessas palavras, atingira esse ponto. E seus bolsos estavam cheios de palavras sobre o assunto. Elas precisavam ser entregues à destinatària. Com urgência(...)
Ela não foi ao encontro. Procurou o amigo que já havia saído sem deixar recado para onde. O dono das palavras estava só. Foi ate a casa dela. Não sabia informar onde havia ido. Ficou esperando na esquina eram mais de duas horas quando um senhor que passou por ali lhe perguntou se eram dele aquelas palavras caídas, no chão. Agradeceu sem jeito e as apanhou, mas em todos os bolsos do paletó, calça e camisa não havia mas lugares para elas , que começavam a transbordar. Voltou para casa com as palavras nas mãos. Quando entrou em seu quarto já eram tantas que ele as segurava arcado fechando-as entre o peito e os braços. Jogou-as sobre a mesa. o resto da noite, ou melhor da madrugada, passou acordado esforçado-se para não produzir mais palavras. Mais elas continuavam brotando sem cessar. Deixou a cama, foi ate o telefone. Ela não havia chegado. O caminho entre seu quarto e a sala onde estava o telefone ficou forrado de palavra que caiam pesadas nos tapetes macios. E nasciam maiores, uma só delas não caberia agora no bolso do mais largo de seu paletó. Para que sua mãe visse ao se levantar, e isso seria dentro de uma hora e pouco, ele começou com dificuldade, apegar todas que estavam jogadas pelas sala e foi levando para o quarto. Mas quando se abaixava para apanhar uma outra caiam de seu corpo, tendo mesmo uma tão grande e pesada lhe ferido o pé em que bateu. Tentou então pegar na cozinha um puxador de agua, mas nada adiantou, as palavras surgiram mais e mais.
O melhor que tinha a fazer portanto era deixar na cozinha corredor e sala aquelas que por ali ficaram e foi correndo trancar-se no quarto. Abriu a janela, mas ao se debruçar para prender do lado de fora as folhas da veneziana, varias palavras do tamanho de um sapato, despencaram-se indo bater la em baixo na cobertura de zinco da garagem fazendo muito barulho.. Imediatamente, com receio de ser visto, fechou a janela novamente e ao se dirigir à cama onde pretendia tentar dormir para livrar se do fluxo crescente das palavras, tropeçou numa dela, foi ao chão, enquanto outras , demais de meio metro de espessura e pesando quase seis quilos, surgiram amontoando-se sobre seu corpo: que ali ficou soterrado e
assim sua mãe encontrou o filho que morreu de amor
(1,962) - Coleção Alvorada, volume 7